Ultimo fim de semana de abril, café da manhã de sábado na Harley da Barra, revejo velhos e novos amigos, mas não consigo evitar a preocupação com o funcionamento da "bomba". Afinal, sem fazer nenhum dos vários e periódicos exames que minha maravilhosa cardiologista solicitou, resolvi partir para a gringolandia em abril de 2012, apenas 40 dias após fazer um terceiro cateterismo, para viver, ainda que fosse pela última vez, as tais "Aventuras Geriátricas".

Com a chegada do Cyro, fizemos a vistoria anual da Sabrina Sato (a Wing Aspencade do Cyro), calibramos pneus e foi só clicar na partida para ela se pronunciar em grande estilo. Afinal, a filha dele mantinha a bateria carregada e ligava a moto uma vez por semana.

Após o embarque do Cyro para o Brasil, com todas as gozações a que ele fez juz, até de cadeira de rodas ele andou com uma pilotagem magistral do locutor que vos fala, fiquei em Charlottesville (VA) e, embora muitíssimo bem tratado pela família dele, eu estava impaciente para inventar qualquer coisa.

Continuo acreditando que organizaram esta parada acima em minha homenagem. Bem que avisei ontem na recepção que gostaria de manter o anonimato, mas é difícil, não se decide envelhecer sem dignidade impunemente. Para variar, vários carros de bombeiro (Papai, tio Bebeto, tio Adjalme e o primo Edmundo deveriam estar assistindo de algum lugar).

Dar um descanso à Helô e ao locutor que vos fala era uma decisão das mais sensatas, mas eis que, sem querer, descobri que ia ter um curso de motociclismo a 10 milhas de meu hotel. As inscrições estavam encerradas, mas resolvi arriscar aparecendo por lá no dia em que fosse começar o curso, vai que alguém não comparece?

Hoje, seguindo sugestão de um grupo de moto de Pueblo, fiz o trajeto completo que sai de Colorado Springs em direção ao norte, vai até Junction Pine onde está localizado o lendário "Bucksnort Saloon". Falou que tinha saloon, Tio Hélio se animou na hora.

Meus amigos, ontem levei a Helô para uma manutenção básica. Enquanto esperava, vi um prospecto sobre uma promoção do "dealer": quem fosse até o topo da Pikes Peak Mount pela Highway de mesmo nome, ganharia uma t-shirt comemorativa ao trazer uma foto comprovando o fato.

No inicio dos anos 1900, um comerciante que negociava com os índios e tinha um posto de troca chamado "Gods Trading Post" resolveu reforma-lo à semelhança das habitações dos índios Pueblo. Além disso, incorporou toda a área em torno, com sua topografia peculiar, onde pedras erodidas pelo vento por milênios formavam perfis que despertavam a curiosidade dos visitantes dando-lhe o nome de "Garden of the Gods Trading Post".

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