Após nossa viagem anual com o Mc Eu, Gata e Cão Fiel - Moto Clube da cidade de Macaé (RJ) - Uma aventura pela Patagônia, ainda não tínhamos roteiro pré-definido para 2017. Acompanhando pelo Facebook, recebi do grupo Euromototravel o programa de uma viagem de moto pelo Marrocos com fotos da Garganta de Dades, estrada sinuosa com diversas curvas que atravessa um desfiladeiro belíssimo.

Pela manhã, fizemos um tour pela belíssima cidade de Sevilha. Centro financeiro e capital da Andaluzia, no sul da Espanha, Sevilha é grandiosa e histórica. Fenícios, gregos, romanos e árabes já viveram na região, atraídos por suas riquezas minerais e terras férteis às margens do rio Guadalquivir, de onde Cristóvão Colombo partiu para a América e que hoje corta a metrópole moderna.

Pela manhã, passeio até a belíssima Mesquita Hassan II, o mais alto templo religioso do mundo, e o segundo maior (perdendo apenas para a mesquita de Meca). Essa é uma das poucas mesquitas do mundo muçulmano que permite a visita de turistas não muçulmanos (embora existam algumas áreas que só podem ser pisadas por eles).

Nesse dia o trecho de viagem seria bem curto, apenas 183 km nos afastavam de Marrakesh. Com incontáveis monumentos considerados patrimônios da humanidade, está entre os melhores destinos de viagens do mundo, segundo ranking do Traveler’s Choice 2016, do TripAdvisor. Chegamos ao nosso hotel, almoçamos e saímos para conhecer seus encantos.

Nesse dia o trecho seria mais pesado, pois para dormir duas noites no deserto, dobramos o caminho, além de enfrentar o Alto Atlas. O Atlas é a maior cordilheira do Norte de África. Estende-se por cerca de 2.400 km e atravessa Marrocos, Argélia e Tunísia. O ponto mais alto ultrapassa os 4.000 metros. A cordilheira, ao atravessar Marrocos, separa o oceano do deserto, a zona mais rica da mais pobre. A própria paisagem e vegetação são reflexo desta dicotomia.

Pela manhã, resolvi dar um passeio nas Dunas e escutei um grande barulho de motos. Mais tarde, enquanto aguardávamos a hora da partida, fiquei sabendo tratar-se do Rallye Pan África. Quem me passou essa informação foi um espanhol que participava do ralleye e para quem entreguei um adesivo de nosso Moto Clube. Ele colou em sua carenagem e o “Cão Fiel” virou participante na corrida.

Na saída das Bivouac, fomos examinar a pequena descida onde a areia era mais fofa, de forma a evitar tombos com as motos. Após uma pequena lombada, existia uma trilha mais dura, indicada para as motos. “Quase” todos passaram com sucesso sem cair, porém quando olhei para trás, mais uma vez nosso querido FCC atolava. Faltaram as fotos para registrar o feito.

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