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Viajar em uma motocicleta sempre me fascinou. Algumas coisas na vida a gente simplesmente se apaixona e não sabe exatamente o porquê. Desde que tirei minha licença, em 2004, talvez até um pouco antes, quando ainda com menos de 18 anos, pedia recorrentemente a meu primo Alex as primeiras aulas informais.

Levantamos tranquilos, tomamos o café sem pressa e depois iniciamos a nossa viagem de moto. A imigração foi tranquila, fizemos câmbio a 5 pesos por 1 real e sentamos o pau nas máquinas. A primeira rodovia da Argentina que passamos, sob um céu de brigadeiro e sol de nordestino, foi a ruta 17 até Eldorado.

Acordamos cedo para fugir da chuva e saímos com as botas molhadas do dia anterior. A viagem foi tranquila até Corrientes, mas perdemos 2 horas na cidade procurando o adaptador de tomada argentino, que também não achamos. Então, Santana prometeu resolver com uma gambiarra de padrão internacional.

Pensa numa reta grande e uma curvinha, agora pensa uma reta maior, depois outra curvinha suave, depois outra reeeeeta e lá vai 4 horas. Pensa em sol forte! Muuuito forte! Pensa num calor forte! Muito forte! Agora pensa na reta, no calor e no sol. Foi a melhor definição que encontrei para o trecho entre Roque Saenz Peña e Jujuy. Depois de quase 8 horas deste jeito, chegamos bem, mas muito cansados. O final foi gratificante.

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