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Panama City – David (Parcial = 491 Km / Total = 9.571 Km)
Levantamos cedo, no hotel Riande Aeroporto, a fim de chegar cedo ao Terminal de Carga para fazermos o desembaraço alfandegário das nossas motos.
No trajeto para o aeroporto, conversávamos com o taxista, quando ele comentou que devemos tomar cuidado com os Maras, integrantes de uma gang que - se caracterizam por serem muito maus e terem os braços todo tatuado – predomina em Honduras, El Salvador e Nicaragua. Comentei com o motorista, que não tinha problema porque estávamos com um integrante dos Maras dentro do carro. Quando ele viu o braço todo tatuado do Roberto, deu uma risadinha sem graça.
Chegamos ao armazém da empresa Tabosa, onde estavam as nossas motos. Fizemos todo o procedimento para o desembaraço alfandegário em duas horas e logo estávamos na estrada.

 

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A periferia, como sempre, abandonada e as estradas que as servem, também. Começa a melhorar quando se aproxima do centro da cidade.
A 170 km de Panama City, em Anton, paramos para experimentarmos o famoso manjar branco e descobrimos que o que tem de branco é o copinho em que é servido, porque o manjar mesmo é quase um doce de leite.
Na estrada, como sempre, o cuidado para não ultrapassar o limite de velocidade. Em uma grande reta, dois policiais motociclistas fizeram sinal para pararmos. Comentei com eles que o General da Aviação Contreras era meu colega de turma e que na volta passaria na casa dele. Os dois policiais foram muito gentis e até tiraram uma foto comigo. Depois lembrei que o Contreras é da Guatemala. Mas, deu certo, tudo bem.
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O tempo que estava bom e logo fechou; uma chuva fina e refrescante começou a molhar a nossa roupa. Paramos em um posto de gasolina e sugeri ao Roberto colocarmos a roupa de chuva. “Que nada. Vai passar logo mais a frente”. Ele me disse. Sorri, satisfeito, pois o calor estava forte e um curto banho de chuva não faria mal a ninguém. Realmente, ele estava certo, mais a frente abriu o sol e o vento secou as nossas roupas e continuamos seguindo em frente.
Estrada boa, limite 100 km/h e o horizonte escureceu novamente. Nem parei; vai abrir novamente. Porém, logo à frente caiu um pé d’água que molhou até nossas meias.

 

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A chuva continuava sobre nós e já que estávamos encharcados, continuamos. Após uma curva descendente, um guarda fez sinal para pararmos e a chuva continuava. O fedape disse que o limite era 100 e estávamos a 105: multa de US$ 150.00 e teríamos que pagar na próxima cidade e voltar para que nos fossem devolvidos nossos documentos. Não fiz alusão ao Contreras, seria arriscar demais. Pediu US$40.00 e demos 20. Perguntou se o Roberto era lutador. Estranhei a pergunta.
Mais tarde, no hotel, o Roberto comentou que o guarda mandou um beijinho insinuante para ele. Bem, agora faz sentido a pergunta do guarda; era uma elogiosa paquera. Na próxima vez, é melhor o Roberto negociar. Com certeza ele vai ter mais sucesso.



PHD Artur Albuquerque
Fonte: http://phdalaska.hwbrasil.com/site/ e http://www.phd-br.com.br/