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Esteli – Usulutan (Parcial = 362 Km / Total = 10.909 Km)
Na América Central, a filosofia espartana tem sido posta em prática, involuntariamente. Os hotéis tem sido péssimos e as cidades são escolhidas em função do tempo gasto nas fronteiras e da limitação imposta pela iminência da noite; péssimas também. Ou seja, após as tramitações da fronteira – duas adunas e duas migrações – temos avançado na chuva, enquanto há luz do dia.
Em El Espiño cidade da Nicarágua, na fronteira com Honduras, a falta de informação e de segurança ao turista nos obrigou a ficarmos vigiando as motos e a utilizar os serviços do tramitador Erwin (Propina = US$ 20.00 / Custo Aduana = US$ 70.00).
El Amatillo cidade de Honduras, na fronteira com El Salvador, pelo mesmo motivo utilizamos os serviços do tramitador Roni Hernandes (Propina = US$ 20.00).
Em La Hachadura, cidade de El Salvador, o tramitador Erwin.

 

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A desinformação e a descentralização geográfica dos serviços de aduana, típicas das fronteiras na América Central, criou uma indústria de exploração ao turista chamada tramitadores que é abusiva e corrupta, porque eles próprios dizem que tem participação oficial. O tempo que se perde inutilmente, sem levar em conta o dinheiro que se gasta, foi um dos piores obstáculos que temos enfrentado até agora e esgotado a paciência do Roberto, a ponto de ele pensar em não voltar. O viajante tem que se preparar com todo o seu estoque de boa vontade e paciência para suportar a arrogância e a lentidão das “pequenas autoridades” e as imposições dos tramitadores.

 

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Outra característica importante da América Central é que as estradas são geralmente muito boas e muito bonitas porque são margeadas ou cobertas pelo manto vegetal. Muitos povoados se estruturam ao longo da estrada onde pessoas, muitos cães, porcos e rebanho de gado a utilizam como se fosse a própria varanda ou quintal. Além disso, é muito importante estar atento às armadilhas que surgem repentinamente em várias curvas da estrada, como uma árvore derrubada pelo vento, desmoronamentos de barro e pedra, deslizamentos que levam uma faixa da cobertura de asfalto ou um rebanho ocupando toda estrada etc e tal.

 

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Quanto à sociedade, a violência dá sinal de presença em todo lugar. Em todo lugar há seguranças armados. Sempre recebemos admoestação dos populares para não sairmos à noite.

 

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Depois de rodarmos muito tempo na chuva, chegamos encharcados a Usulatan e fomos recebidos pelo segurança do hotel, com uma escopeta na mão. Nos levou para ver o apartamento, que parecia uma cela: sem janelas, com porta e trinco de ferro, sem água quente e péssima aparência. Isso é muito mais que ser espartano. O Edinho iria adorar.



PHD Artur Albuquerque
Fonte: http://phdalaska.hwbrasil.com/site/ e http://www.phd-br.com.br/

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