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David – Liberia (Parcial = 531 Km / Total = 10.121 Km)

David é uma bonita cidade no estilo americano. As pessoas devem ser muito bem educadas, porque é perceptível o grau de civilização de um povo através de suas atitudes no trânsito. Ficamos muito bem impressionados.
Partimos do pequeno hotel com as roupas ainda molhadas e sem café da manhã, com destino a Liberia, na Costa Rica. Percorremos 50 km e já estávamos na fronteira.

 

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Foi rápido o desembaraço para a saída na fronteira do Panamá; e demorado, para entrada na Costa Rica, nos custando duas horas e US$ 20.00 para o tramitador. Mas valeu a pena. Sem o rapaz que conhece todo o trâmite na aduana e migração, a burocracia retrógrada e desorganizada teria nos roubado muito mais tempo e energia.
Antes de seguirmos viagem, nos sugeriram não ir pelas montanhas, porque a estrada estaria péssima e o clima muito frio. “Sigam pela Pan-americana. Após uma grande ponte, tem um posto de gasolina; virem a esquerda e sigam pela Costaneira, beirando o mar”.

 

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Estradas mais boas que ruins. Passamos pela moderna e bonita cidade costeira de Jacó. Pena não podermos passar uns dias por lá. A visão da floreta equatorial era permanente, pois as montanhas vinham se debruçar sobre o mar e a floresta de beleza extraordinária as acompanhava. De vez em quando, grandes árvores cobriam a estrada, formando contínuos túneis de folhagens reluzentes. Montanha, mata e mar; esse cenário privilegiado me lembrava o meu querido Rio de Janeiro.
Na estrada, o limite de velocidade é 80 km/h e muitos policiais ficam em pontos estratégicos para surpreender quem ousa ultrapassar em linha amarela contínua ou extrapolar o limite de velocidade.
Após uma hora à 80, o sono começa a me atormentar. O Roberto parece nem ligar, pois não quer problemas com os guardas, a fim de chegar cedo ao hotel. Essa é sempre a sua principal preocupação e exigência. Quanto o resto, para ele tudo está sempre bem, faça chuva ou faça sol; seja água ou vinho; 80 ou 140. Mas, para mim é diferente e comecei a dar algumas apagadas, pois a lentidão me faz mal. Era puro sofrimento.

 

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Subitamente, passa uma Hilux, em boa velocidade. Elegi o meu coelho; e lá fomos nós atrás da Toyota. Eu mantinha uma distância razoável do carro e o Roberto, mantinha uma distância segura de mim. Até agora, a técnica do coelho tem dado certo.
Chegamos a Liberia, ainda com sol. Nos hospedamos em um hotel de rede americana Best Western, às margens da Pan-americana, a fim de não perdemos tempo na cidade. Acomodação excelente e café da manhã razoável. Durante toda a viagem, temos feito apenas duas refeições sem qualquer tipo de lanche intermediário. Apenas café da manhã e jantar. Assim, o dia de viagem rende muito mais.
Nos hotéis, nem sempre há acesso a Internet, pois alguns locais são pobres demais. Quando conseguimos acessar, há tanta coisa para se colocar em dia, principalmente, matar a saudade vendo as pessoas queridas através do Skype. Até agora, apenas uma vez (Arica – Chile) foi possível usar o rádio da Nextel.
Algumas vezes, está tudo certo e também não faço nada porque o corpo está cansado demais. E assim, vamos seguindo no rumo do Alasca: a prioridade 00 é segurança – estar bem preparado para a estrada – e as demais, acontecem apenas quando há condições e não podem comprometer a 00.



PHD Artur Albuquerque
Fonte: http://phdalaska.hwbrasil.com/site/ e http://www.phd-br.com.br/

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