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América do Norte, USA

Ciudad Vitoria – San Antonio (Parcial = 793 Km / Total = 14.018 Km)

Às 06:30h já estávamos na estrada, tanque cheio e roupa de chuva, prontos para o combate. Na boa estrada, a tempestade ou os últimos estertores do Hurricane Arlene já se apresentava com toda a intensidade. Escuridão e um aguaceiro contínuo que impedia a boa visão de quem vinha em mão contrária. Não havia raios ou trovões. Apena água, muita água. Nossas preces tinham sido atendidas, porque gostávamos de pensar que com a tempestade poucos se aventurariam na estrada, principalmente os Zetas.

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Manete a pleno e como a procelária, alçamos vôo para saudar a tempestade. Temperatura agradável, corpo molhado e voando baixo, ultrapassando caminhões e sendo empurrados para o acostamento pelos que vinham em sentido contrário.

Na nossa mente, já não havia medo da covardia dos Zetas; somente o prazer de pilotar as Harleys na chuva barulhenta que encharcava a estrada. Os pneus Dunlop especiais para a Touring estiveram à altura do desafio: pouquíssimas derrapagens.

Muito tempo sob a pressão dos jatos de água vindos da pista e dos caminhões, acende a luz do ABS. Mais tarde, acendem as luzes da bateria e da chave, iluminando mais o painel. Começo a ficar preocupado.

O tempo e a estrada melhoram. Boa velocidade e o vento forte secam nossa roupa e a moto – creio que secando os contatos elétricos – apagando as luzes do painel. Volta a normalidade.

Passamos por Linares, Montemorelos e cruzamos Monterrey; uma bela e moderna cidade. A estrada corta Monterrey com pistas triplas e largas, fluindo sem qualquer impedimento.

Depois, pegamos mais uma autopista de cuotas e chegamos a Nuevo Laredo para fazer a saída do México, rapidamente, deixando o pesadelo de terror para trás. É uma pena que um país tão bem aquinhoado pela natureza e promissor esteja passando por esta triste realidade. Espero que na minha volta solitária pelo México, o meu contato com o cordial e amistoso povo mexicano não seja um pesadelo, mas um sonho de felicidade.

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Atravessamos a ponte para Laredo, nos EUA, e na outra extremidade, ficamos umas duas horas na fila de automóveis, sob um sol de matar e com muita sede. E depois mais umas duas horas na fila para a migração, sem conseguir um pingo de água.

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Ao sermos atendidos, mesmo com o visa americano no passaporte, o arrogante policial deixava transparecer que iria nos negar a entrada. Fazia muitas perguntas e por duas vezes levou os nossos documentos para o chefe da aduana. Quando já preparávamos o nosso espírito para retornar ao México, fomos liberados.

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Pegamos a estrada para San Antonio. E mais tarde, já no hotel, finalmente conseguimos sinal do Nextel, falamos com os nossos amores (esposas e filhos) e acendi o charuto cubano que recebi de presente do repórter fotográfico Alexandre para comemorar esse momento de superação e felicidade.

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Agradecemos os bons pensamentos e orações das nossas famílias, dos amigos e dos irmãos da Maçonaria, que nos ajudaram a superar os momentos de grande temor e dificuldade.


PHD Artur Albuquerque
Fonte: http://phdalaska.hwbrasil.com/site/ e http://www.phd-br.com.br/