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América Central, Nicarágua

San Miguel – Granada (Parcial = 524 Km / Total = 37.647 Km)

Às 06:30h, já estava na estrada seguindo para Amatillo, por onde iria sair de El Salvador, a primeira fronteira a ser atravessada, no dia.

Os próprios funcionários da Aduana sugeriam o emprego dos tramitadores. Então, estabeleci a propina de $5.00 USD e mais a mesma quantia para o funcionário da aduana trabalhar no “horário de almoço”. Foram rápidos.

Em El Amatillo, em Honduras, o processo de entrada foi mais dificultoso e demorado. Mas, fui recompensado pelo passeio pela serra, fresca, bonita floresta, sempre com a iminência de chuva. Boa estrada, muitas boas curvas e alguns buracos. Fui parado pela policia várias vezes e sempre ficavam doidos para ver o que tinha na minha bagagem. Em uma delas, um policial já se mostrava interessado no meu pneu (step), que estava amarrado no bagageiro. Mas, a velha litania acompanhada de um sorriso sempre dava certo. E me deixavam em paz. O último policial foi o mais cínico e atrevido. Ele trabalhava na estrada, acompanhado de uma meiga mocinha sorridente, que portava um garrafão de plástico de 20 l, com cédulas até a metade, e pedia colaboração para orfanato – do policial é claro. Eu disse que não tinha mais dinheiro – e nem iria abrir a carteira sob a vista dele. Então, ele baixou a pedaleira do carona e colocou o pé. Começou a passar a mão na minha bagagem e arrastou a mão para o meu ombro – que parecia uma víbora pronta para me morder – perguntando quanto ganhava um coronel. Enrolei e ele continuou com uma das mãos no meu ombro, e com a outra pegou a minha plaqueta de identificação (dog tag), que eu trazia pendurada no pescoço e começou a ler, mostrando um sorriso debochado e excessiva intimidade. Para mudar de assunto, ignorando a ousadia, perguntei sorrindo se a fronteira estaria muito longe e ele respondeu que mais uns 15 minutos, eu estaria lá. Menos mal. Agradeci pela informação e me despedi, naturalmente, desejando-lhe suerte.

E após percorrer 240 km, já tinha cortado toda a Honduras, de ponta a ponta, chegando a fronteira, em El Espino. Nessa segunda fronteira do dia, fiz a saída de Honduras rapidamente.

A entrada na Nicaragua também foi tranquila e não perdi muito tempo.

Até agora, a ameaça de chuva é uma constante, além do calor intenso. A falta de sinalização é total e perguntar pela direção das cidades fica sendo a única solução. Mesmo quando aparece alguma placa de sinalização, não se deve confiar totalmente.

Rumei para Tipitapa, depois para Masaya e cheguei a Granada. Entrei no hotel, começou a chover. Amanhã, entro em Costa Rica. Começarei a ter mais tranquilidade, não somente quanto a civilização como também com relação a poder parar mais um pouco para fazer a manutenção da Electra, na concessionária da Harley-Davidson. O motor de partida, vez por outra, “arranha” e falha. O ruído que acho que vem do rolamento da roda traseira está mais intenso. A luz do ABS continua a acender e permanecer acesa, mesmo em movimento. Continuo muito preocupado. Agora, somente com as condições mecânicas da minha Electra, graças a Deus.

PHD Artur Albuquerque

http://phdalaska.hwbrasil.com
www.phd-br.com.br

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