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América Central, Bogotá

Ciudad de Panama – Bogota (Translado Aéreo)

Acordei cedo e lancei os posts no Blog. Às 09:30 h, surgiu uma carona que seria para o Terminal de Cargas, onde eu iria despachar a Electra, mas acabou me levando por engano para o Terminal de Passageiros. Aproveitei e fui logo a oficina da Avianca.

Mediante a reserva e a eficiência da Minha Paixão, pude pagar a passagem com o VISA, ficando com mais grana no bolso e menos preocupações.

Em seguida, fui ao Terminal de Cargas para fazer a entrega da Electra. A funcionária da Air Cargo Pack tirou cópias dos meus documentos, assinei alguns papéis, entreguei-lhe o dinheiro. Disse que ela mesma faria a aduana de saída, me entregando o documento e as orientações para eu pegar a Electra, em Bogota. Listo! Foi tudo eficiente e bem rápido.

Então, pude ir para o terminal de passageiros, a fim de aguardar o meu vôo. Às 18:00 h estava decolando de Ciudad de Panamá e às 19:30 h, seguindo para o hotel, em Bogota.

No aeroporto, perguntei a um pseudo agente de viagens se o hotel American Dream era perto. Disse que era bem longe e me sugeriu outro hotel, próximo ao aeroporto, para onde noutro dia eu deveria voltar. Fiquei no Hotel Travel Empresarial e me dei mal, pois era caro por ser muito ruim.

Depois de instalado e planejado o dia seguinte, fui dar uma olhada nas mensagens do Blog, que eu não fazia ideia de como são uma injeção de ânimo e conforto para o viajante, principalmente, se estiver solo. E a mensagem do amigo Affonso Gofeto trazia um dos textos, que admirei na juventude e que acompanhou grande parte de minha carreira militar, estampado em um quadro, que eu colocava na parede de todas as salas de chefias que eu assumia:

“É bem melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito e nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.” (Theodore Roosevelt).”

Lhe respondi, agradecendo por trazer-me a memória esse pensamento motivador para enfrentamento de riscos. Mas, na realidade, há muito tempo deixei de buscar triunfos e glórias. Porém, continuava não suportando a penumbra cinzenta. E me sentia acomodado nela, há muito tempo. Então, a Viagem de Motocicleta ao Alaska, está sendo a minha experiência grandiosa, porque além de estar realizando meu sonho de liberdade, estou tendo o privilégio de ter tempo e oportunidade para ponderar a minha vida e olhar para mim mesmo, concluindo que as pessoas que amo, minha família e meus amigos, são o que há de mais importantes para mim. E tendo o privilégio de ser amado por elas, não há como ser pobre de espírito ou estar vivendo em uma penumbra cinzenta. Precisei me afastar do meu mundo por algum tempo para compreender a dimensão da importância dele para mim. Além disso, as bem-vindas agruras da viagem – com o ápice na Guatemala, que me exacerbaram o medo e o instinto de sobrevivência – me mostraram como eu sou impotente, frágil e pequenino. Mas, me ajudaram a desbastar a pedra bruta que sou, me ensinando mais humildade e eliminando mais do orgulho e da arrogância que persistem em mim. E, com toda certeza, graças a proteção do Grande Arquiteto do Universo foram superadas.

PHD Artur Albuquerque
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