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América do Sul, Argentina

Salta – Presidencia Roque Saens Peña (Parcial = 844 Km / Total = 45.901 Km)

Após um bom café da manhã, parti sem conseguir trocar dólar pela moeda local. Ir ao centro da cidade procurar casa de câmbio, nem pensar. Estava ávido para pegar logo a estrada, no rumo de casa. Até agora, tinha conseguido pagar as despesas com tarjeta de credito ou dólar e esperava que continuasse assim.

Boa estrada pedagiada, onde motos não pagam tarifa, como no Peru. Mesmo avisado pelo amigo PHD Chico, me estressou o primeiro grande choque: estava faltando gasolina na região. Aconselharam-me a seguir para a cidadezinha de Las Lajitas, que seria uma rota alternativa pelo norte. Não consegui chegar com a gasolina que tinha no tanque e apelei para o galão de reserva, que tenho trazido amarrado na pedaleira do carona. O primeiro posto que encontrei aceitava tarjeta de credito. Mas, não tinha gasolina. Então veio o segundo grande choque: os raros postos que tinham gasolina, não aceitavam tarjeta ou dólar. Já próximo ao desespero, finalmente consegui abastecer. Para prosseguir, recebi uma indicação errada e rumei para El Galpon, desperdiçando a preciosa gasolina.

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Seguia com o Sol a pino por uma estrada sem placas indicativas de cidades, quando notei que a bússola do GPS mostrava um rumo incompatível. Então, entrei em uma fazenda para obter alguma informação. Realmente, estava na direção correta, porém, no sentido contrário. Voltei vários quilômetros e segui para Joaquim V. Gonzales. Várias vezes, não consegui abastecer por falta de gasolina ou por não aceitarem tarjeta ou dólar. Admitiam apenas o pagamento em efetivo. Apelei outra vez para o galão de reserva de combustível e cheguei a Monte Quemado. No único posto YPF, tinha gasolina e não aceitavam tarjeta ou dólar. E eu estava a zero de combustível.

Já preparava o meu espírito para pernoitar na cidade e ir ao banco, na segunda-feira, sacar pesos ou trocar dólares, quando se aproximou um motociclista de camisa branca, o Mariano Ferreira, que se propôs a me guiar até ao caxero (caixa automático do banco) para sacar alguns pesos. Tentei várias vezes e o resultado sempre negativo, afirmando que eu não tinha saldo. Por fim, o Mariano me levou ao amigo “quase brasileiro” Omar dos Santos, que morou no sul da Argentina, junto a fronteira com o Brasil. Muito generoso, até me ofereceu hospedagem em sua casa. Como lhe disse que não podia aceitar, porque estava com pouco tempo para concluir a viagem, me trocou duzentos dólares. Assim, graças a solidariedade do Mariano e do Omar, pude seguir viagem. Mais dois anjos do bem, infiltrados na humanidade, me ajudaram na estrada.

Consegui partir de Monte Quemado às quatro horas da tarde. Pista excelente, porém infestada de animais. Manete à pleno, acima de 3.000 giros, próximo ao limite da velocidade da estrada, passei por Pampa del Infierno e cheguei a Presidencia Roque Saens Peña, ainda sob o Sol da tarde. Parei no posto para abastecer. Não aceitavam tarjeta. Mas, me informaram como chegar ao Hotel Aconcágua, onde costumam hospedarem-se os PHD.

No hotel. aceitaram o pagamento em dólar e como eu iria ficar por duas noites para poder descansar e escrever, já estava na hora de livrar a roupa da sujeira da estrada.

Irmãos argentinos Osmar e Mariano, muito obrigado.

PHD Artur Albuquerque
http://phdalaska.hwbrasil.com
www.phd-br.com.br

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