Em 2013, junto com o amigo Wulf (de nacionalidade alemã), montamos roteiro no entorno da Floresta Negra, acompanhando os rios Mosela e Reno, algumas grandes cidades alemães (Frankfurt, Stuttgart e Munique) e os Alpes franceses, suíços, austríacos além do maravilhoso "Passo dello Stelvio" na Itália, sonho de ciclistas e motociclistas de todo o mundo.

Iniciamos nossa viagem em vôo partindo do Rio de Janeiro no dia 06 de junho e, após 12 horas, chegamos ao Aeroporto Internacional de Frankfurt. Lá, um micro ônibus aguardava o grupo das motos e o restante já partiu do aeroporto com os carros alugados.

Stuttgart é a capital e a maior cidade do estado de Baden-Württemberg, na Alemanha. Situa-se às margens do rio Neckar, que vem a ser um afluente importante do Reno, nascendo na Floresta Negra e tem o comprimento total de 367 km.

Nosso próximo destino era Munique. Partimos cedo e rodamos quase 200 km com chuva fria e inclemente. Paramos para nos secar um pouco, porém o frio era intenso. Na chegada, meus dedos estavam congelados, apesar de estar com luva de couro e segunda pele sob ela.

Na manhã seguinte, partíamos em direção a Fussen por um caminho bem rural. O percurso era belíssimo. O Wulf perguntou se gostaríamos de alongar o passeio, o que foi prontamente aceito pelo grupo, pois as paisagens eram fascinantes.

Durante muitos anos, relatos de motociclistas me faziam sonhar em um dia rodar pelo Passo dello Stelvio. É uma rodovia localizada na Itália, com 60 curvas, que contornam os Alpes Orientais, entre a Suíça e Áustria. Ela foi construída em meados de 1820 e é a estrada mais alta da região, com 2.757 metros

Saímos cedo e logo alcançávamos a fronteira com a Suiça. Pagamos pedágio de 10 euros e aguardamos numa ponte durante uns 20 minutos a abertura de sinal de trânsito para poder seguir viagem. Atravessamos então um túnel de mais ou menos 3 km, que ficava sob uma Hidrelétrica e, no outro lado, ficava a aduana suíça.

Na manhã seguinte, seguimos novamente para a Alemanha. O Wulf acompanhou-nos até Zug e a partir dali, ficamos por conta do GPS do Cláudio (seria a primeira vez que iria usá-lo). Após diversos desencontros nos arredores de Zurique, finalmente conseguimos acertar nosso caminho.

Logo chegávamos a Estrasburgo, capital da Alsácia, que abriga o Parlamento Europeu, o Conselho da Europa e o Palácio dos Direitos do Homem. Parece um pedaço da Alemanha, já que pertenceu a ela em vários momentos históricos. Voltou definitivamente para a França após a Segunda Guerra Mundial. É patrimônio mundial da Unesco desde 1988.

Retornamos à Alemanha por Trier, que foi fundada pelo imperador Augusto em 16 a.C e é a mais antiga cidade do país. Seu monumental portão romano, a Porta Nigra, data do século 3 d.C..

Nossa partida para Cochem foi bem atribulada. Quando abastecíamos as motos para partir, a GS1200ADV de Joemir acusou eletronicamente descalibragem nos pneus. Ao mesmo tempo, recebemos ligação de que Sérgio, companheiro de viagem de carro, tinha batido e a outra motorista só falava alemão.

Na manhã seguinte, partimos para a nossa última estadia no passeio: Rudesheim. No caminho, passamos por Koblenz. Fica localizada na confluência dos rios Mosela e Reno e subimos até alto da uma montanha, onde o grupo resolveu fazer um passeio de teleférico, com uma bela vista de toda a cidade.

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