Quando chegamos ontem na Cidade de Uyuni, procuramos o Hotel que nos indicaram em Potosí chamado Jardines e lá fica o escritório da agência que contratamos para fazer um tour pela região, a Hidalgo Tour.

Saímos no horário marcado passando por uma estrada de terra cheia de lama e buracos e que atravessava vários riachos de água corrente. Na medida em que nos distanciávamos de Uyuni a altitude ia subindo e com ela o frio. Mesmo com sol a temperatura era bem baixa, nos obrigando a usar bastante proteção.

Como o percurso seria mais curto, programamos nossa saída para às 09:30 horas. Pegamos estrada depois do desayuno e a partir de agora ela nos levaria gradativamente a altitudes menores.

Acordamos, tomamos o desayuno e fomos para o ponto de embarque do ônibus. 

Embarcados, seguimos pelas estradas esburacadas, enlameadas e cheias de curvas. Ela está sendo asfaltada, mas ainda falta um bom trecho para concluir.

Saímos no horário combinado, 8 horas, imaginando que chegaríamos ao nosso destino a tempo de comer um peixe à beira do Pacífico. Os primeiros 340 km já conhecíamos, pois era a mesma estrada pela qual viemos de La Paz. Sabendo do problema com a venda de gasolina para estrangeiros, mais um problema causado pelo populismo do Evo, assim que percorremos 100 km já fomos procurar completar os tanques. Paramos em um, dois, três, quatro postos e a mesma respostas: “Nosotros no viendemos gasolinea a los estranrreros...”.

Amanheceu fazendo muito frio em Putre, uma pequena cidade chilena que fica a 3.600 metros de altitude, Próximo à divisa com a Bolívia. Comemos alguns biscoitos, bebemos água e deixamos a pensão simples onde estávamos hospedados. Nosso quarto era este da foto acima. Com muita dificuldade conseguimos tirar as motos do estacionamento. Tinha piso de brita, um pequeno aclive e nenhuma área para manobras. Aproveitei para colocar a bandeira do Chile na moto.

Por causa da chuva de ontem, os passeios para as principais atrações da região de San Pedro de Atacama foram cancelados, frustrando turistas do mundo todo que estavam na cidade. A opção foi ficar passeando pela cidade.

Com a passagem pelo rio de lama, as motos, que já estavam bem sujas, ficaram ainda mais. A cidade ainda tinha poças d'água em suas ruas, mas bem menos que na noite anterior, quando chegamos. Foram quatro horas de chuva forte que chegou a inundar várias pousadas. Mas o pessoal se recuperou rápido.

Saímos do hotel em San Pedro do Atacama por volta das 8 horas e fomos para o posto abastecer as motos e a reserva, preparando para a falta de combustível na Argentina. No posto encontramos com o grupo de motociclistas Cães do Asfalto de Itajaí, Santa Catarina (Marcelo, Miguel, Nilo, Luiz, Rodrigo e Thiago/Fran). O Miguel, disse que encontrou com o Ivan, Luciano e Ruy, nossos amigos que estão em viagem para Ushuaia. O Marcelo Boleman, o grandão que aparece comigo em uma das fotos, ficou entusiasmado ao nos encontrar porque já conhecia o Viagem de Moto e fez questão de fotografar com a gente.

Arrumamos a bagagem, passamos num caixa eletrônico para sacar uns pesos e comprar refrigerante e água em um supermercado. Seguindo a dica do recepcionista do hotel, fomos para um posto encher os tanques das motos. Quando chegamos ao posto comemoramos ter somente três veículos na fila. Nossa alegria durou pouco. O frentista veio nos falar que aquela fila era para diesel, que gasolina era outra fila na outra rua. Fomos para a outra fila que tinha uns 100 carros... A fila ficava numa subida leve e andava de cinco em cinco metros. Liga a moto, anda cinco metros, desliga, espera cinco minutos, liga a moto, anda cinco metros... Vimos muitas famílias nos carros, acho que era um tipo de programa de domingo dos argentinos ir para a fila do posto para abastecer o carro e um tanque reserva.

Acordamos e tomamos o desayuno no hotel, que era self service: podíamos escolher biscoitos ou biscoitos, chá ou leite em pó Ninho. Arrumamos a bagagem e checamos as motos. Notei um pequeno vazamento de óleo na junta da tampa da primária da moto do Marcelo, mas o nível estava ok, então não era nada para preocupar, apenas monitorar.

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