Desde 2009 realizei, durante minhas férias no trabalho, 10 viagens de moto pelas estradas de 17 países das Américas, Europa e Ásia. Incluindo pequenos passeios e viagens mais curtas que realizei de moto pelo Brasil, foram mais de 200 mil quilômetros percorridos sozinho, com um amigo próximo ou um parente.

A viagem transcorreu conforme planejado, exceto pelo calor quando passei pelo noroeste de Minas. Foram 796,4 km percorridos, a maior parte pela BR-040, uma estrada privatizada e onde somos obrigados a pagar pedágio, mas uma parte considerável do asfalto precisa ser trocado.

Depois de um lanche escasso no hotel, preparei a bagagem na moto, conferi óleo e água do radiador, lubrifiquei a corrente e saí por volta das 7h30 em direção a Palmas no Tocantins. Como não tinha abastecido quando cheguei no dia anterior, passei em um posto de gasolina próximo e completei o tanque.

Dormi bem, acordei disposto, comi um bom lanche no hotel e preparei a bagagem e a moto para iniciar a viagem. Um amigo, Cristiano, estava chegando de Belo Horizonte. Tinha deixado sua moto em Palmas e seguiria para Araguaína, então combinamos de seguir juntos até aquela cidade.

Saí do hotel às 6h50, em direção a Belém, capital do Pará. A estrada estava em condições razoáveis, com alguns trechos precisando de manutenção, mas não atrapalhou o desenvolvimento da viagem. Fiz 607 km em 7 horas, sem ultrapassar os 130 km/h.

O objetivo do dia era preparar tudo para pegar o barco que faz a travessia entre Belém e Macapá. Assim que fiz o lanche, fui caminhando até a Estação das Docas, onde a empresa que faz o transporte têm um guichê e vende as passagens.

Dormi bem com o balanço do navio e o barulho compassado do motor que escutava longe de onde eu estava. Assim que acordei, tomei banho com água na temperatura ambiente, ou seja, quente. Como a empresa não fornece toalhas para os passageiros, enxuguei com uma camisa de algodão.

Acordei com indisposição estomacal. Imaginando que foi um dos pratos que comi na noite anterior não consegui aproveitar o bom café da manhã servido pelo hotel e comi apenas frutas. Pedi um carro pelo aplicativo e segui para o porto, em Santana, para pegar a moto e seguir viagem.

Passei boa parte da madrugada no banheiro. Não sentia dores, mas era só levantar que dava vontade de voltar para o trono. Nas idas e vindas, observei as atividades noturnas no quarto. Tinha muitos pernilongos, mesmo com o ar condicionado ligado e tive disposição para correr atrás e matar uma barata enorme.

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