O plano para o dia incluía acordar cedo, pegar estrada cedo e chegar cedo à fronteira com a Guiana, para pegar o ferry antes das 8h da manhã, quando o portão fecha e só abre no dia seguinte. Depois viajar até Georgetown, capital da Guiana, e pernoitar lá. Segui a risca o planejado, pelo menos no início.

Como tinha atrasado um dia no cronograma, decidi não pernoitar em Georgetowm, capital da Guiana, e andar um pouco mais para recuperar o tempo perdido. Entretanto, não seria fácil, já que a fronteira que teria que passar é uma das mais demoradas e burocráticas.

Quando acordei ainda estava escuro lá fora e também dentro do hotel, que estava sem energia. Com a ajuda da lanterna do celular, comecei a arrumar a bagagem com a intenção de sair o mais cedo possível, mas isto só aconteceu às 7h. Pronto para enfrentar o temível trecho de terra entre Linden e Lethem na Guiana.

O esforço do dia anterior para manter a moto nos trilhos da difícil estrada entre Linden e Lethem cobrava seu preço. Mesmo tendo dormido pesado por várias horas, acordei com dores nos braços e pernas e meu joelho esquerdo, que mais sente quando eu faço um grande esforço, também estava dolorido.

Saí de Boa Vista em direção à fronteira com a Venezuela cheio de dúvidas. Sabia que entrar não era problema, mas os relatos que li davam conta que os viajantes tiveram dificuldades com o abastecimento e para sair na fronteira com a Colômbia por causa de uma autorização que ninguém conseguia.

Depois da bagagem pronta demorei mais que queria para sair do hotel. Já eram mais de 8h quando estava entrando no posto de gasolina próximo ao hotel. Havia uma fila enorme de carros, que chegava a mais de 200 metros. Resolvi ver se atendiam moto sem entrar na fila.

O plano para o dia previa percorrer cerca de 860 km entre Caracas, a capital da Venezuela, e a cidade de Cúcuta na Colômbia. Um grande desafio, ainda mais considerando as estradas que tinha percorrido nos últimos dias, que não permitiram a viagem render como gostaria.

Quando saí do hotel faltava mais de uma hora para amanhecer. O farol da moto iluminava bem a estrada, mas precisava de muita atenção por causa dos buracos que apareciam a cada curva. Ainda não tinha amanhecido e os postos de combustível já tinham longas filas de carros, caminhonetes e caminhões.

No horário que tinham me falado na fronteira que o escritório da Dian, a Receita Federal deles, abriria eu estava lá, mas descobri que abria uma hora mais cedo. Conversei com um senhor, que escutou com atenção minha história, mas disse que teria que ir a outra repartição da instituição, me passando uma referência porque não sabia o endereço.

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