Viagem de moto pelo Brasil e Bolívia

Saímos sabendo que hoje era o dia de atravessar a fronteira com a Bolívia. Passamos por um trecho de estrada que atravessava o pantanal, muito bonito, mas os bichos que eu queria ver, não vi, só mortos ao longo da estrada, que tinha poucos trechos com acostamento e muitos pedaços de borracha de pneu espalhados na pista. Também tinha muitos (18) radares, um próximo ao outro. Por causa dos radares tínhamos que andar a 80 km/h.

Após 220 km chegamos à fronteira por volta das 11 horas e rápido carimbamos o nosso passaporte do lado brasileiro. Então fomos para o lado boliviano onde começou a peregrinação. Preenchemos um papel do lado da fronteira e o cara nos mandou para a aduana, mas o meu companheiro de viagem entendeu errado e nós fomos por uma estrada de poeira e pedras por umas seis quadras até a policia. Chegando lá os caras, com a pior vontade do mundo, levaram mais de meia hora pra dizer que estávamos no lugar errado e que deveríamos voltar para a aduana, que não era ali.

Finalmente achamos a aduana que só abria às 14 horas. Precisamos de cópias do passaporte, carteira de motorista e documento da moto, que tiramos próximo à aduana e também aproveitamos e trocamos alguns bolívares. Voltamos lá esperamos mais uns 20 minutos e estava tudo pronto para seguirmos até Puerto Suarez na policia para carimbarmos a permissão. Chegando lá entramos na polícia, esperamos a mulher preencher um formulário no computador e gastamos 50 bolívares. Encontramos um brasileiro que disse que deveríamos ir para Águas Calientes, porque sabíamos que não daria pra irmos ate Santa Cruz antes de anoitecer. Agradecemos e seguimos viagem.

A estrada era bem asfaltada, mas cheia de vacas sobre a pista. De repente encontramos um cordão fechando a estrada e a policia do outro lado. Paramos e eles carimbaram o papel. A estrada continuava cheia de bichos e muito calor. Depois de percorrermos 490 km no dia, chegamos no final do dia a Roboré, porque não quiseram ficar em Águas Calientes. Era uma cidade pequena, horrível, com uma praça e alguns hotéis piores ainda e caros. Escolhemos um mais ou menos, mas quando fomos entrar a entrada da garagem era um caminho no meio do mato por entre umas barraquinhas de frutas. Um horror. Fizemos a trilha e conseguimos entrar na garagem. Ufa! Que dia! Tomamos uma e fomos dormir.

Comentários (1)

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Oi,

Todos nós que trafegamos pelas estradas ficamos sensibilizados quando encontramos animais silvestres atropelados e mortos na estrada ou acostamento. Esses atropelamentos são em número considerável e facilmente confirmados num simples passeio de final de semana nos arredoras da cidade. Mas há um projeto na área na da conservação de vida silvestre que coleta dados dos locais onde esses atropelamentos mais acontecem. O legal é que qualquer pessoa com um smartfone pode contribuir para diminuir esse quadro fotografando o animal atropelado e, com o aplicativo "Sistema Urubu", enviar a foto para a central de monitoramento. O objetivo é criar mecanismos que assegurem a travessia segura da pista para estes animais, com túneis, passagens elevadas ou o que for adequado e viável para aquelas espécies. É uma forma de nós estradeiros, contribuirmos para preservação ambiental, é só baixar o aplicativo. Olha o link aí: http://cbee.ufla.br/portal/sistema_urubu/

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