Viagem de moto pela Bolívia e Peru

Tomamos um belo café preparado pela nossa amiga Alina e na companhia do Yamil, que contratou um cara para nos guiar de carro até a saída da cidade. Esses amigos foram demais. O piso das ruas que passamos até pegarmos a estrada para Puno era horrível, de pedra e poeira.

A estrada não era grande coisa também, tinha muitos trechos sendo restaurados, uma hora dupla outra simples.

Viagem de moto pela Bolívia e Peru
Estrada muito bem conservada,rsrsr

O visual ficou muito mais bonito quando chegamos ao lago Titicaca, que apareceu do lado direito da estrada. Íamos em direção a cidade de Tiquira, que é onde fica a travessia do lago com a balsa. A ansiedade era grande. Chegamos a uma descida que nos levou até uma balsa com chão de madeiras tortas e cheio de buracos. A precariedade da balsa é muito grande. O cara chamou e entramos com as motos e nem nos demos conta que deveríamos ter entrado de ré, porque a balsa chega e encosta de ré e as motos teriam que sair de ré e não dá né? Tivemos que pedir ajuda pra virar as motos, porque o peso era grande, o chão ruim e a falta de ar piorava mais ainda a situação. A travessia é bonita e dura bem pouco tempo. O visual das montanhas com o lago é muito bonito mesmo.

Saindo da balsa a estrada ganha várias curvas e o lago te acompanha por um bom tempo. Chegando próximo a Copacabana vimos a cidade do alto. Um visual legal. Entramos na cidade e paramos em frente à Igreja Matriz, uma igreja bem diferente, branca e cheio de carros enfeitados de flores. Almoçamos na praça truta frita, arroz, batata e cerveja, é claro.

Voltamos para a estrada que tinha muitos buracos. Para chegar a Puno tínhamos que atravessar a fronteira da Bolívia com o Peru. Fizemos a documentação de saída e ficamos na fila de entrada no Peru. Na aduana pediram o seguro contra terceiros e não tínhamos. O cara veio dizendo que não entraríamos porque era domingo e ninguém iria fazer o seguro. Fez o maior teatro e depois tomou 30 dólares de cada um. Entramos, rodamos um pouco e quando estávamos próximo a Puno dois guardas mandaram parar e pediram o seguro, explicamos que não tínhamos e que iriamos fazer em Puno. Eles disseram que não podia e que as motos iriam ser apreendidas e a multa era de 474 dólares por cada moto. Choramos e um regalo de 50 soles consertou o seguro não feito.

Seguimos viagem com o lago Titicaca sempre ao lado, com algumas fazendas de trutas. Achamos um hotel muito bom em Puno, Casona Plaza. As motos ficaram em uma garagem longe do hotel. A cidade é grandinha, limpa e não tinha muito movimento, como as cidades da Bolívia. Rodamos 264 km no dia.