Acordamos cedo e tomamos café na rua. Depois fomos procurar o local que vende o ticket do trem para Machu Picchu. Não tinha para aquele dia e nem pro seguinte.

Enfim, não pudemos ir ver a cidade inca de Machu Picchu.

Saímos de Cusco cedo e pegamos uns 50 km de estrada ruim na cidade e depois foram 250 km de curvas subindo a Cordilheira dos Andes. Um visual lindo. Estávamos nas alturas das nuvens e fazendo curvas fechadas pra direita e esquerda e pra cima. Muito show. Foi a parte da viagem mais legal de fazer.

Depois do café, mais estrada ruim com muitos buracos e visual bonito, campos e árvores. O calor era uma companhia constante. Paramos num posto que não tinha bandeira, abastecemos e saímos. Depois de alguns quilômetros minha moto acendeu a luz de ignição, tipo que a gasolina não tinha sido boa. Paramos em outro posto e colocamos gasolina boa e a luz apagou. Ufa!

o tempo estava quente e ameaçando chover e assim foi por todo o trajeto: chuva, chuviscos e chuva forte. Arrisquei e não coloquei roupa de chuva e só molhei a perna e a bota, mas com o calor que fazia secava rápido. Quando apertou eu coloquei só a jaqueta e tudo estava show.

Depois de um café gostoso, moto na estrada a caminho da Chapada dos Guimaraes. As motos estavam sujas e encardidas do barro da região, dava pena delas. Primeiro passamos por algumas ruas de Cuiabá, uma cidade bem bonitinha. Depois seguimos por uma estrada duplicada, mas com asfalto ruinzinho que depois melhorou, mas virou estrada simples.

Nem dava para creditar que estávamos saindo pro céu, porque Curitiba é o céu perto de tudo que eu vi. Nesse dia a viagem transcorreu bem, a estrada estava boa, apesar das muitas interrupções para obras, mas a vontade de chegar era grande. A volta é sempre mais chata, mas essa volta era sonhada.

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