Talvez por estar preocupado com a continuidade da viagem, o piloto acordou às 5h da manhã. Com o dia clareando, ele resolveu dar umas voltas a pé pelas proximidades e viu muitos vaqueiros montados em cavalos, trajando roupas e chapéus de couro.

A viagem nesse trecho tinha sido terrível e, para complicar ainda mais a situação, surgiu esse problema da mesa do telescópico. Olhando para ver se achavam alguma oficina ainda aberta, localizaram uma que além de serralheria era também ferraria (ferrava animais).

Eram 8h e toda a bagagem estava arrumada e a moto pronta para ir para a estrada. Agradeceram a hospitalidade e o carinho a eles dispensado pelos rapazes, pelo dono da casa, Sr. Miguel e principalmente pela confiança neles depositada ao permitirem dois viajantes desconhecidos passarem a noite no lugar.

28 de fevereiro de 1960, 14h, 1º dia de carnaval e 15º dia de viagem. Pelos planos originais estava concluída metade da meta estabelecida, porque dali voltariam. Mas acontecia que Recife não era mais o destino, porque agora ainda teriam mais estrada a percorrer em razão do compromisso assumido com as garotas cujos bilhetes prometeram entregar às suas mães em Campina Grande (PB).

Passaram novamente por Olinda e a seguir pegaram a estrada para Paulista (PE), asfaltada, seguindo por outra estrada até Goiana (PE), que tem trechos com asfalto de um só lado da pista e o resto é de terra molhada porque às vezes chove e às vezes não.

Acordando às 6h, tomaram café reforçado e o gerente do hotel lhes disse que a despesa seria por conta do Moto Clube. Agradecendo a atenção que este lhes dispensou no hotel, pegaram suas maletas com roupas e foram caminhando até a moto, que estava numa loja com as pastas das ferramentas nas suas laterais.

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