Depois de 13 dias navegando e 4 dias curtindo a linda Barcelona, cheguei a Paris na sexta-feira, 8 de maio, para pegar a moto e iniciar a viagem pela Europa no dia seguinte. Mas qual o que, o meu primo Didier, responsável por me apresentar ao pessoal da Yamaha, avisou-me que sexta, sábado e domingo eram feriados na França e eu não teria outra alternativa a não ser fazer turismo. Bem, fazer turismo em Paris nem é um sacrifício tão grande assim, pelas fotos dá para vocês terem uma ideia.

Sai tarde de Paris, tive que esperar as lojas abrirem e comprar ferramentas para instalar o suporte do GPS no "handle-bar". Só não instalei a parte elétrica porque fui recomendado a levar a Brigitte apenas na rede autorizada Yamaha, por sinal a maior da Europa. Amanhã resolvo mais essa parada.

Ontem, ao entrar no quarto, tomei um susto com os travesseiros. Tudo bem que os hotéis têm mania de encher a cama de travesseiros (até hoje não descobri o motivo), mas esse foi muito estranho, botei a imaginação para funcionar e a coisa tomou ares pornográficos, achei melhor parar.

Hoje pela manhã, descendo a escada, fotografei a belíssima vista do Hal do Hotel. Reparem na porta à esquerda que é a entrada pelo bar. Fotografei a porta pelo lado do bar também, senão vocês diriam que eu invento essas coisas. Fora isso, o quarto é muito maneiro, principalmente a sacada genial da combinação da televisão com o vaso sanitário. Impressionante!

O dia amanheceu sem chuva, mas com cerração e bastante frio. A jaqueta que comprei numa liquidação em Paris está quebrando o galho numa boa. Até agora, além de bloquear o vento, ela se mantém impermeável como me jurou a vendedora.

Hoje, quando acordei, olhei pela janela do quarto e me deparei com uma área interna do hotel onde a moçada faz o desjejum e meu astral começou a melhorar, depois das idas e vindas de ontem. Acho que entrei e sai de Espanha e França umas 30 vezes.

Hoje foi dia de deixar Covarrubias, mais uma dessas cidades que nos conquistam à primeira vista. Começando pela forma simpática e atenciosa com que fui recebido, tanto no hotel como no bar em que fui fazer um lanche e, depois de dar um banho no Hélio, sentar-me à varanda do quarto para filosofar sobre a vida sou surpreendido por um espetáculo desses. Meu xará estava inspirado, talvez tentando impressionar a lua que deveria entra em cena logo após.

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