65° dia - 30/06/13 - domingo - Fairbanks / Wiseman (Alaska) - 450 km.

Mapa dia 65

É... tudo preparado... bagagem, gasolina menos a moto com, o problema não solucionado...

Ainda por cima, na hora de sair, vimos que havia um vazamento de gasolina pela gravata (peça cromada em cima do tanque). Tinham mexido nela na Harley... Foi uma ducha de água fria. Depois de todo o problema mecânico, aparece mais essa... estaríamos contrariando os sinais que o destino nos enviava?...

FairbanksFairbanks

Resolvemos abrir a gravata, desapertar a peça de vedação e acertar a posição do anel de borracha que estava meio esmagado fora do lugar.

E vamos com fé!

Pegamos uns 120 km de asfalto e começaram os "loose gravel", que já falamos, seria nosso cascalho solto.

Alguns trechos mais fáceis, outros nem tanto, mas dava para manter média de 60/70km/h.

Quase acabando a gasolina (do tanque...), reabastecemos do galão, numa inclinação de terreno à beira da estrada, justamente em frente a um local super importante para visitar: o Círculo Polar Ártico! Estávamos cruzando uma das linhas mais famosas.

Circulo Polar ArticoFairbanks

Lá encontramos a Mrs. Linda, uma senhora responsável por informações do local. Nos deu um certificado com o carimbo desse evento e nos passou muitas dicas de onde dormir e visitar.

Circulo Polar Artico

Conhecemos um casal e filho australianos com suas motos que haviam desistido de prosseguir por conta de gasolina insuficiente para chegar a Coldfoot. Imaginamos a frustração deles...

Almoçamos em Coldfoot e conhecemos o Dennys (moto Kawasaki) e Andrews que nos deram muitas dicas do resto da estrada e de um trecho especialmente bonito, o Atigun Pass, como comprovaríamos no dia seguinte.

O local do restaurante também era hotel, só que USD199 a diária...

Resolvemos que seguiríamos para Wiseman, distante 20 milhas, onde encontraríamos hotéis mais baratos.

Fomos no Visitor Center de Coldfoot e na saída veio um vento de chuva que nem deu tempo de colocar as capas...

Ficaríamos em Coldfoot lá pertinho ou iriamos adiante para Wiseman? Resolvemos ir adiante, mesmo sob forte chuva, frio e trovoadas, mas ainda bem que era asfalto...

Chegamos lá e fomos tateando a estradinha de cascalho, quase sem enxergar o caminho, eu com os pés encharcados e batendo os dentes de frio e ninguém para informar aonde eram os hotéis...

Encontramos alguns chalés e fomos batendo de porta em porta. O Ruy encontrou um, cujo dono mal humorado pediu USD300! Eu encontrei outro que estava lotado! Mas a dona conseguiu um chalé de uma desistência. Banheiro era fora e era comum, custava USD 100, mas naquelas condições, estava excelente e ainda valeu a economia da diária!

Dormimos exaustos e já cientes das dificuldades do trecho de amanhã...

Teríamos que acordar às 5 horas da manhã para passar por um trecho que seria interditado para obras das 7 horas da manhã às 7 horas da noite.