Viagem de moto até o Chile – Deserto do Atacama

Dormimos em Puno. Fomos tirar as motos e tinha dezenas de carros prendendo-as no estacionamento. Pensei... nooossssaaaaa!!! Mas a vigia logo providenciou as chaves e fez as manobras.

Na saída, Moacyr sugeriu uma outra estrada que tinha 40 km de ripio, o que decidimos não encarar indo pela estrada comum e um pouco mais longa, porém asfaltada. Mesmo assim passamos por 42 km de estradas em obras, ripio, buracos e asfalto ruim.

Paramos para abastecer as motos. Na saída, Fassarella sumiu. Tocamos mais uns 35 km. Paramos numa colina que dava visão para a estrada e nada. Pensamos: ou ele esta na nossa frente ou bem para trás. A segunda opção foi a mais certa. Após 12 minutos parados nosso amigo apareceu.

Tiramos fotos do Lago Titicaca. Após isto, o tempo mudou, o céu escureceu e começou a chover sem parar. O frio começava novamente. Com chuva doíam as mãos e o ritmo diminuiu sensivelmente.

A subida continuava e quando menos esperávamos, estávamos no meio de uma tempestade de granizo que encobria toda a estrada e montanhas à nossa volta.

Tiramos fotos e continuamos no frio e com sensação térmica negativa. Os caracoles Peruanos começavam a surgir com mais intensidade. Passamos dos 5.000 metros de altitude e as nuvens estavam nos acompanhando neste momento.

Moacyr parou sua moto e entrou num vale imenso, de material tipo Lunático e desceu a montanha, fazendo trilha no deserto, com chuva, frio, solo arenoso e fofo. Filmei esta façanha pois não estava acreditando na maluquice dele. E lá estava meu amigo a se divertir sozinho no meio do nada. Na volta, a moto dele não conseguia subir na terra fofa e atolou de vez. Ao longe víamos que tinha problemas para subir a montanha de volta e que tinha atolado. Ficamos pensando no que fazer, mas nossas motos não podiam ir até la e a pé era longe. Moacyr desceu e num esforço muito grande conseguiu se deslocar do piso arenoso e subiu de vez. Ufa. Um susto.

Tocamos sem parar e com muito frio. O local onde estávamos filmando o Moacyr, ainda tinha gelo na pista. Seguimos em direção a Urco. Paramos num restaurante, que chama Mirador. Feito com a colaboração da Odebrecht, com incentivo ao turismo. Comemos e bebemos tudo do bom e do melhor, tiramos fotos com os funcionários e gerentes do hotel e depois seguimos. Eram 5h30min da tarde quando almoçamos no Mirador.

Decidimos tocar adiante e passar a Fronteira na mesma noite. Uma coisa horrível de burocrática. Tivemos que preencher papeis e mais papeis e enfrentar fila. Tiramos os baús das motos para passar no raio x da alfândega. Uma chatice e tudo demorado. Tocamos até a cidade de Arica, comemos um misto quente e fomos para o hotel Sol de Arica depois de procurar muito. No sorteio fiquei num quarto sozinho. Eba... Eba...

Comentários (1)

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Edgard, muito bom o material de vocês. Queria saber como é o trecho Cusco - Puno e Puno - Arica. Da pra fazer em quanto tempo, rodando entre 130-140hm/h? O caminho é muito isolado ou é habitado. Obrigado desde já pelas informações.

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