Viagem de moto até o Chile – Deserto do Atacama

Saímos de Arica por volta das 11:00 horas, pois fomos ver de perto o Oceano Pacífico. Eu pela segunda vez e os outros pela primeira vez. Entramos no mar e fotografamos muito este momento.

Hora de sair, o deserto quente nos aguardava. Tocamos forte para o vento e o calor não maltratar muito a gente. Paramos para abastecer num posto sem cobertura. O sol estava dando a sensação de mais de 40 graus. O atendente do posto estava lambuzado de filtro solar, parecendo um monstro. E de mau humor. Um garoto disse que tinha 20 anos e não conhecia a chuva, pois neste lugar nunca chovia. Ficamos perplexos com o comentário.

Seguimos. Brincamos de corrida para passar o tempo e enrolamos o cabo do acelerador para cortar o vento forte que fazia as motos dançar na pista maravilhosa e quente. Passei pelo Moacyr que puxava a fila e parei minha moto no meio da pista para filmar todos andando lado a lado. Uma imagem maravilhosa.

Continuamos rodando forte, na média dos 160 km/h no deserto do Atacama. A gasolina do Fassarella acabou. Como estava com três garrafas de refrigerante com gasolina, cedi tudo para ele e continuei bem devagar, pois todos já estavam andando na reserva e posto de gasolina, nem pensar de aparecer. Ô vida...

Chegamos num local que tínhamos que entrar à esquerda e o posto estava na estrada em frente a 10 km deste trevo que seria nosso caminho. Fomos abastecer na cidadezinha chamada Maria Helena, no trevo que iria para Antofagasta, Local que eu queria visitar por ser um lugar muito comentado por todos os motociclistas que viajam no Chile. Cheguei a comentar com o grupo minha intenção, mas todos se mostraram sem motivação e estavam querendo mesmo era ir adiante sem visitar mais nada, por termos que andar mais 175 Km até o local de Antofagasta que tem a famosa mão do deserto. Uma escultura gigante de uma mão mostrando a palma e os dedos. Fiquei triste e frustrado por passar tão perto e ninguém se manifestar favorável. Mas viajar em grupo é assim. Nunca se pode ter tudo o que deseja e temos que ter espírito de grupo, senão...é um inferno astral.

Agora de tanque cheio, enrolamos o cabo da moto novamente, num ritmo de alta velocidade no deserto cheio de ventos fortes, areia na pista, redemoinhos se formando na paisagem, vulcões extintos e nada para se ver. Absolutamente NADA.

Chegamos a Calama, procuramos um hotel e fomos andar na rua para comer alguma coisa decente. Ficamos num bar que servia comida típica, bem gordurosa e depois fomos dormir.