Depois de várias leituras de relatos de grandes viagens de moto (Emilio Scotto - Policarpo - Rauen - Albuquerque - Chinaf - Gugu - Viajante Solitário (RIP) e muitos outros...), havia chegado a minha vez de viajar e poder relatar, encorajando outros futuros viajantes a fazerem o mesmo.

Saí de casa as 07h30, com o dia nublado e cinzento, com leves chuviscos na subida para a BR-116. Costumo tocar na boa, entre 90 e 120 km-h, sendo este intervalo, a média de cruzeiro de toda a viagem.

Na primeira abastecida, em Vacaria (RS), a segunda gasolina mais cara da viagem - R$ 3.04 o litro

Acordei às 05h30, com o ronco dos bugios num mato nos fundos do hotel. Estava frio mas já era dia claro. Aproveitei e dei umas duas voltas ao redor do trevo do hotel e da BR.

Às 8 horas, estava já com a moto abastecida e indo em direção à ponte internacional sobre o rio Uruguai.

Neste dia, a pilotagem começa na vastidão e solidão das grandes retas da Ruta 16 e termina a 2.461 m.s.n.m. em Tilcara, na Quebrada de Humahuaca, patrimônio da humanidade (Unesco), na província de Jujuy. O céu nublado amortizou o forte calor, usual quase o ano todo na região.

Hoje, o gran finale da ida, com grandes atrações. A saída da multicolorida Quebrada, a subida ao altiplano, a Cuesta de Lipán e suas belas curvas a 4.170 m.s.n.m., o salar de Salinas Grandes, as grandes retas na solidão e aridez das grandes alturas, a serrinha antes do povoado de Susques, a subida ao Paso de Jama a 4.320 m.s.n.m.

Após três noites e dois dias em San Pedro do Atacama, era hora de voltar, pelo mesmo caminha da ida. Na aduana chilena, foi super rápido e ainda encontrei um ônibus de turismo de SC, voltando de Machu-Pichu com um casal conhecido de minha cidade, que se ofereceu para levar alguma bagagem,

Toquei direto até J. Gonzalez, onde parei para abastecer e tomar água com bolachas. O vento continuava, ora forte, ora diminuía um pouco e estando nublado na maior parte, amenizou o calor de cruzar a Ruta 16 Transchaco. Desta vez, o vento espantou a maioria dos animais que costumam estar pela pista e arredores!

A moto acusava a desregulagem da mistura. Cruzei a marginal de Corrientes bem no pico do meio-dia. Um trânsito infernal, sinaleiras, ônibus, motonetas e a Bandit morrendo a cada parada. Já na Ruta 12, abasteci e toquei para Ituzaingó, onde parei, abasteci e visitei a avenida costanera, margeando o rio Paraná.

O caminho era o mesmo da ida. Eram 07h45 e estava já na aduana. Ali troquei os pesos sobrantes por reais e conferido os papéis do lado argentino, de nosso lado eram 08h45 da manhã e de novo ninguém, nem ao menos para dar uma olhada em quem entra ou sai do Brasil...

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