Acordei com o barulho da chuva que caía sobre Porto de Galinhas. Arrumei a bagagem e me preparei para viajar na chuva, mas quando acabei de tomar o café, ela havia parado.

Segui para a estrada para continuar minha viagem de moto. A estrada ainda estava molhada e já tinha muito movimento de carros e caminhões, que não eram tantos, mas como a estrada era simples e cheia de curvas, atrapalhavam bastante o rendimento da viagem.

Choveu à noite, mas quando amanheceu, havia parado. Acertei a conta com o hotel e levei a bagagem para a moto. Enquanto prendia a bolsa no banco de passageiros, um outro hóspede do hotel veio conversar comigo. Ele parecia conhecer a região e me sugeriu um roteiro. Um motorista de taxi que aguardava outro hóspede e era de Salvador, também veio conversar e me deu uma série de dicas para chegar em Salvador evitando a BR-101 e os caminhões.

Depois de um café da manhã espartano, segui viagem. Mesmo sendo cedo, o trânsito de Salvador já tinha muitos pontos de retenção. Fui até a Igreja do Bonfin para tirar uma foto junto com a moto.

Depois de tirar as fotos, fui para o porto pegar o Ferry para atravessar para Itaparica. Me falaram que agiliza a viagem e reduz o percurso em cerca de 100 km. Não sei se foi a melhor alternativa.

Nos últimos dias tem chovido à noite ou madrugada nos lugares que pernoitei e o mesmo aconteceu em Eunápolis, acordei e estava chovendo forte. Quando estava pronto para ir para a estrada, havia parado.

Segui pela BR-101 em direção ao Espírito Santo. Numa sexta-feira, véspera de carnaval, adivinha como estava a estrada? Todos os idiotas atrás de um volante estavam no Sul da Bahia neste dia. Fui jogado para fora da pista quatro vezes. Teve um cretino que veio na direção contrária, em uma reta longa, me viu e piscou o farol avisando "sai da frente".

No sábado fiz uma caminhada pela praia de Manguinhos, na cidade de Serra/ES, antes de ir para a estrada e depois segui para Campanário/MG, onde me encontrei com minha família.

Peguei a BR-101 até João Neiva e de lá a BR-259 até Governador Valadares e a BR-116 até a cidade mineira de Campanário. No dia seguinte retornei até Valadares onde peguei a BR-381 até Belo Horizonte.

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