Viagem de moto pelo Peru

Depois do privilégio de ser recebido pelo James, em Abancay, tivemos má sorte ao abastecer a moto num posto na saída da cidade. Os malandros haviam batizado a gasolina e, dessa forma, compramos gato por lebre. Só que esse gato saiu bem caro, pois por pouco não chegamos a Cuzco. A moto começou a falhar logo na primeira subida. Quando trocava de marcha e acelerava ela engasgava a ponto de parar o motor. Logo desconfiei da gasolina e depois de inúmeras paradas resolvi misturar 5 litros da gasolina reserva. Tirei os baldes e despejei no tanque. Dei partida e a moto respondeu prontamente, agora com leves engasgos, mas com força suficiente para subir as montanhas da região. Quando chegamos a Cuzco ela voltou a engasgar, agora pra valer. Nos cruzamentos tinha que acelerar bastante e, mesmo assim, a moto não avançava, a ponto de alguns motoristas buzinarem alucinadamente. Pois é meus amigos, quem conhece Cuzco sabe como os caras gostam de buzinar. Agora imagine uma moto quase não saindo do lugar, no meio desses doidos. Foi um sufoco.

Claro, a coisa não podia continuar assim, deixei a Elielza no Hotel e depois levei a moto para a oficina. Contratei um táxi para me guiar até a Yamaha e disse pra ele ser meu batedor, pois a moto não estava andando nada. Ao chegar na Yamaha, o gerente me falou que não podia dar manutenção na Midnight porque ela era uma moto grande e eles não tinham ferramentas para mexer nela, nem tão pouco mecânicos capacitados para tal, só em Lima. Disse a ele: "meu senhor, só quero tirar o tanque para fazer uma limpeza, pois o mesmo está contaminado." O cara deu um sorriso e foi embora. Ao ver a cena, um mecânico de uma oficina multimarcas que fica ao lado, mas que também só dá manutenção em motos pequenas me chamou e disse: "vou resolver seu problema." O cara me levou na HONDA, acreditem, bem ao lado da Yamaha.

O Gerente MARIO ALBERTO LA TORRE, da concessionária HONDA CHAMOREP, perguntou qual era minha moto e lhe disse que era uma Yamaha Midnight Star. Me perguntou qual o problema dela e falei que o tanque estava contaminado com gasolina adulterada. Ele então abriu uma Ordem de Serviço e me garantiu que em uma hora a moto estaria pronta. Nesse interim fiquei dando uma olhada no mural de informações da concessionária e percebi que eles dão manutenção em outras motos sem ser Honda. Falei com ele sobre isso e de fato, era verdade.

Exatamente em uma hora a moto estava pronta, funcionado redondo, parecia nova. Ele me mostrou a gasolina tirada do tanque, ela estava preta, sinceramente não tenho a menor idéia do que adicionaram a ela.

Portanto, prezados colegas motociclistas que vão a Cuzco e precisam de manutenção em suas máquinas, independente da marca, o lugar certo é: CONCESSIONÁRIA HONDA CHAMOREP, ela fica na AVENIDA HUAYNA CCAPAC, 167 – TELEFONE 225100 (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.), procurem o Gerente de Serviços MARIO ALBERTO LA TORRE.

Depois desse problema resolvido, fui jantar com os amigos Peruanos de Cuzco, Abdel e sua esposa Karina, meu professor de Espanhol, o pequeno Yandel, a irmão da Karina, senhora Carmen seu marido Roger (eu acho que é esse nome) e seu filho Bruno. Além dessas pessoas, estavam conosco um amigo dos casais, um senhor que não conhecia e sua filha. Nos despedimos com com muitas fotos na Plaza de Las Armas, com a promessa de nos veremos em outra oportunidade.

Até breve.

Saída de Abancay para Cuzco - 07h15min - 250 km - Duração do trecho 5 horas

Combustível: R$ 62,00
Alimentação: R$ 311,00 (almoço, somente nós - jantar com amigos em Cuzco)
Hospedagem: R$ 110,00
Manutenção: R$ 120,00 (gasolina batizada, tive que levar na oficina para trocar)
Diversos: R$27,00
Total: R$630,00

Comentários (2)

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Aiiiii , foi um sufoco emmmm Edi, mais que bom deu tudo certo graça Deus.

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Aiiiii , foi um sufoco emmmm Edi, mais que bom deu tudo certo graça Deus.
Poie é Alba, não é só no Brasil que tem gasolina batizada. Na verdade foi a primeira vez que tivemos esse problema na América do Sul.

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