Contratamos um pacote para o Glaciar Perito Moreno com direito a caminhada no gelo. Estava muito ansioso com essa experiência, afinal na minha terra só conheço gelo em barras ou ensacado. Antes do embarque para atravessar o lago que dá acesso ao Glaciar, fomos apreciar a magnitude do grandão a partir das passarelas colocadas estrategicamente nos melhores pontos. Não há quem não se impressione com tamanha beleza, com tamanha magnitude, que nos faz sentir-nos pequenos diante da grandiosidade da natureza.

Hoje amanhecemos com o temor do vento a partir de El Calafate, afinal tínhamos sofrido bastante com ele na ida (o pior de toda a viagem). Mas o que temíamos não aconteceu, nos deixando surpresos com tamanha calmaria. Foram 1050 km de pura tranquilidade, parece que estávamos no paraíso. Muito estranho, em plena Patagônia viajar um dia inteiro sem vento. Paramos várias vezes na rodovia para ver se era verdade, e era mesmo.

Estamos no Chile. Não sei porque, mas a sensação é que estamos praticamente resolvendo o problema do pneu da Midnight. Nesse momento estamos em Osorno.

Pessoal, vocês não têm ideia do que vimos hoje no caminho de Bariloche para Osorno. Na verdade não vimos, admiramos as paisagens mais bonitas que já vimos em qualquer rodovia durante esta viagem. Vocês vão conferir quando o www.viagemdemoto.com publicar as fotos. São sensacionais.

Hoje o dia foi tenso por causa do pneu que já está na lona (literalmente). Andei os 250 km até Temuco com precaução, mesmo a Ruta 5 sendo um verdadeiro tapete. Na noite anterior tinha visto na Internet que nessa cidade tem revenda Yamaha, por isso temos que passar dois dias aqui para fazer a revisão na moto e trocar o pneu. Esta revisão e a troca estavam previstas para Santiago, mas não vai dar. Daqui até a capital são 700 km e o pneu não aguenta andar nem mais um quarteirão.

Pessoal, como era de esperar, na revenda Yamanha não tinha o tal pneu. O pior, eles não deram a mínima atenção para resolver meu problema, mesmo eu dizendo que estava viajando a caminho do Brasil e que tinha pouco tempo para chegar em casa. Maldita Yamaha, estou desesperadamente odiando esta marca.

Hoje saimos tarde de Temuco. Os caras só me entregaram a moto às 13 horas. Daí fui almoçar, fazer saque para pagar o Hotel, arrumar as tralhas, enfim, só saímos às 15 horas.

A viagem em si foi excelente. A Ruta 5 é um verdadeiro tapete, só parei para abastecer e nos pedágios. Com uma média de 110 Km por hora, apesar da rodovia permitir 120, gastei apenas 9 horas até a entrada no Hotel, bem no centro de Santiago. Para quem não conhece, essa é uma super metrópole, se não tiver um GPS fica difícil se deslocar por ela para achar um endereço.

Hoje acordamos tarde, por volta das 9 horas. Tomamos café e fomos conhecer um pouco de Santiago. Não contratamos nenhum tour pela cidade. Como estamos no centro, essa região já oferece algumas opções de entretenimento.

Primeiro fomos ao Museu Histórico Nacional, onde boa parte do que estudamos no colégio está explicitado, com gravuras e até mesmo peças usadas na época da exploração e colonização da América do Sul, claro com o museu dando ênfase ao Chile.

Pessoal, ontem à noite em Santiago não consegui tirar a barriga da miséria, quando fomos jantar, por volta da meia-noite, os restaurantes da área já estavam fechados. Resultado: só tinha bar aberto. Como não podia entrar num bar em véspera de viagem, decidi ficar com a barriga na miséria.

Como havíamos planejado, saímos de Santiago decididos a dormir em Copiapó, cidade que fica no meio das montanhas, num deserto infinito.

Pagina 3 de 4
Ver mais artigos

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.

Livros sobre viagens pela América do Sul e Himalaia