Os dois dias seguintes teriam trechos mais longos, para poder aproveitar cidades mais interessantes adiante, na Ruta del Desierto. Todas, rumo Sul. Seriam entre 550 e 650 km/dia. Mas, o planejamento era flexível o suficiente para ajustes que se fizessem necessários.

O trecho do dia considerava percorrer 620 quilômetros até La Serena, o maior da viagem. Paisagens em porções litorâneas e desérticas já precisavam ser substituídas por mais civilização e dias extras de conforto e descanso.

Tomado o café matinal, às 9h, pela primeira vez na viagem, a moto estava sem os baús laterais. Apenas o Top Case foi mantido. Estava leve como há muito não ocorria. Os pneus estavam desgastados, especialmente o traseiro.

Às 10h o motorista/guia/veículo contratados chegaram ao hotel: o Mariano e seu novíssimo, e brasileiro (como 85% da frota argentina), Toyota Corola branco. Mariano falava um bom português, fruto de anos lidando com os milhares de brasucas que visitam a cidade, anualmente.

Quem sai para viagem dessa natureza não retorna, pois o que vivencia agrega experiências e conhecimentos antes inexistentes. Ocorre uma mudança. A pessoa que saiu, não retornou; outra voltou, transformada, e não é mais a mesma que saiu.

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