Viagem de moto pela Europa

Hoje saímos de Nice debaixo de chuva e com ela passamos por Monte-Carlo, em Mônaco, e depois por algumas pequenas cidades à beira mar da França, onde o trânsito estava infernal. Entramos na Itália pela cidade de Ventimiglia, com a chuva parando, mas com um trânsito pior ainda. Finalmente, sem chuva e com trânsito melhor, passamos por Sanremo e Imperia. A partir dalí saímos do litoral e entramos pelo interior da Itália em direção a Torino (Turim), onde pernoitamos.

O dia começou foi intenso. Logo depois que acordamos escutamos um forte barulho de chuva. Como nosso quarto não tinha janela para a rua, só para uma claraboia com telhas no alto, não dava para ter noção da intensidade.

Tomamos o café da manhã, arrumamos a bagagem e saímos do hotel para pegar as motos que dormiram na rua. Chovia uma chuva fina, mas persistente. Decidimos seguir em frente, colocando as capas de chuva. Demos uma passada pela Promenade des Anglais, a avenida mais famosa da cidade, paramos e com alguma dificuldade tiramos algumas fotos, debaixo de chuva. Observamos que não é só mineiro que vai pra praia em Guaraparí até debaixo de chuva. Tinha turista na água em Nice também.

Seguimos em direção a Mônaco. Passamos por talvez o trecho mais bonito de toda a viagem debaixo de chuva e com uma névoa intensa, que dificulta ver além de 50 metros à frente. Chegamos em Monte-Carlo e a chuva continuou, sem sinal de dar trégua. Deixamos as motos estacionadas e fomos à pé, usando as capas, conhecer a cidade. Mas com chuva foi desanimador. Nem fotos conseguimos tirar.

Decidimos seguir em frente, programando o GPS para evitar auto-estradas. Passamos por diversas pequenas cidade, muito bonitas, mas com um trânsito infernal. As capas ajudavam quanto à chuva, mas o calor continuava intenso.

Assim que atravessamos a fronteira entramos em um túnel muito longo e dentro dele o trânsito estava parado. E o calor aumentou para um nível insuportável. Decidimos passar pelo corredor, algumas vezes na contra-mão, até sair do outro lado do túnel, onde a chuva já não estava mais caindo e o sol já mostrava sua força. Na primeira oportunidade paramos e tiramos as capas, aliviando bem o calor.

Passamos por Sanremo e Imperia, mas não paramos. Seguimos pela estrada, passando por um trecho dos Alpes Italianos, onde a temperatura estava um pouco mais amena. Seguimos sem chuva até próximo a Torino, onde as núvens já haviam se dissipado completamente.

Em um trecho da estrada o Vanildo me fez sinal que o tanque já estava na reserva. O meu ainda apresentava 1/4, mostrando a boa autonomia da Transalp. Paramos e olhamos no GPS o posto mais próximo. Tinha um logo adiante em nossa rota. Fomos para ele e estava fechado, com indicação de férias coletivas. Olhamos novamente no GPS e havia um retirado 3 km de nossa rota. O Vanildo estava com receio de ficar sem gasolina, de modo que decidimos rumar para este posto. Chegando lá era do tipo automático, sem funcionários, e não aceitou nenhum dos nossos cartões. Olhamos um terceiro posto a 7 km e rumamos para ele. Ficava retirado também de nossa rota, numa pequena cidade chamada cidade chamada Narzole, e cuja estrada estava em reforma, com trecho de chão. Mas decidimos seguir para lá assim mesmo, apesar de receosos quanto ao sucesso. Mas tinha gasolina no único posto da cidade. Um detalhe que observamos é que na parede havia um retrato do Ayrton Senna.

Números do dia:

  • Distância percorrida no dia - 270 km
  • Distância percorrida até o dia - 5.113 km

Despesas do dia:

  • Café da manhã em Nice - 8,00
  • Lanche na divisa - 7,00
  • Gasolina em Narzole - 19,00 Euros, 14,23 l, 1,335 / l, 295 km, 20,7 km / l
  • Jantar em Turim - 22,00
  • Hospedagem em Turim - 31,50