Viagem de moto até o Uruguai

Saímos de Chuy, por volta das 9 horas, abastecemos nossas meninas e pouco mais de 3 quilômetros paramos na aduana uruguaia. Como já me haviam dito, foi muito tranquilo. Verificaram os documentos das motos, nossos documentos e ... quase zebrou ! A carta verde, seguro obrigatório para estrangeiros circularem por países do Mercosul que o Édno trouxe não estava em nome dele e criaram um caso danado. Porém, após um pouco de conversa e uma "pequena lavada de cara", conseguimos enfim adentrar território uruguaio. Seguimos então por uma estrada não duplicada, porém muito boa, por cerca de 240 km até Punta del Leste. Neste caminho, trafegamos por uma pista de aeronaves, isto mesmo, um aeroporto no meio do nada ! Não conseguimos entender como funcionaria aquilo, pois a rodovia de repete se transforma e estamos andando em um aeroporto !

Rodamos então tranquilos, com muito calor, sem nossas jaquetas, aliás já as esquecemos ... até Punta del Leste, onde fizemos as visitas de praxe nesta cidade, "Monumento ao Ahogado", "Ponte de la Barra", "Casino Conrad" e a meu ver uma visita imperdível a qualquer pessoa que venha fazer visitas nestas paragens. A "Casa Pueblo". Essa é uma casa construída pelo artista plástico Carlos Paez Villaró, discípulo de Pablo Picasso. Para quem gosta de artes é um passeio fantástico, em especial se puder ficar no final da tarde e esperar o pôr do sol, quando é feito a declamação de um poema escrito por este artista em homenagem ao sol. É um momento indescritível e se tiver a sorte de conseguir uma foto com o próprio artista que normalmente está presente neste horário ... o dia valeu.

Almoçamos em Punta del Leste e fomos para Montevidéu, onde ficamos por dois dias para descanso. Infelizmente, não demos muita sorte nesta cidade; em primeiro lugar porque quando reservamos o hotel, não tínhamos a idéia exata de onde seria. Ficamos na parte velha da cidade, embora perto das Ramblas, onde as coisas acontecem, o lugar não é nada agradável... achamos a região muito suja e descuidada, embora não ofereça nenhum problema de segurança.

Ao chegarmos a Montevidéu, a filha do Luciano, que estava na cidade, havia reservado um belo restaurante para jantarmos juntos. Nos encontramos, jantamos e conversamos bastante, em momentos muitíssimos agradáveis e de muita descontração.

Quando chegamos ao hotel, vindo de viagem, o dia estava muito quente, de um calor insuportável. Sinal de uma pesada chuva por vir. Assim veio; enquanto estávamos no restaurante, caiu uma chuva muito forte, que alagou várias partes da cidade. Esta chuva se manteve no dia seguinte um pouco mais fraca, o que acabou prejudicando nosso propósito de conhecer melhor a cidade. Infelizmente ficamos com uma impressão ruim de Montevidéu, pois ficamos presos na parte velha da cidade. O máximo que conseguimos foi almoçarmos na praça dos cadeados, ao lado de um monumento bem interessante. Trata-se de uma pequena fonte, onde há vários anos um casal de namorados resolveu colocar um cadeado com as suas iniciais, com um propósito simbólico de se manterem unidos. Isto se alastrou e hoje, nesta fonte, existem milhares de cadeados de casais apaixonados que ali depositam as suas esperanças de se manterem unidos. Nesta mesma praça está localizado também um dos restaurantes mais antigos de Montevidéu, onde almoçamos.

Passamos o dia quase sem fazer nada e aguardamos o dia seguinte, quando reiniciamos a nossa jornada, agora rumo a Colônia del Sacramento. Assim, nos reunimos na frente do hotel para a fotografia de início de jornada, fizemos a nossa oração e partimos...

abraços