Na saída das Bivouac, fomos examinar a pequena descida onde a areia era mais fofa, de forma a evitar tombos com as motos. Após uma pequena lombada, existia uma trilha mais dura, indicada para as motos. “Quase” todos passaram com sucesso sem cair, porém quando olhei para trás, mais uma vez nosso querido FCC atolava. Faltaram as fotos para registrar o feito.

Iniciamos nossa viagem às 7h15 da manhã, pois teríamos mais de 550 km para rodar com nossas motos nesse dia. Subimos a Cordilheira do Atlas com passagem na aldeia de Imilchil com seus lagos Khenifra e Ifrane. Ifrane é chamada no Marrocos como a Suíça Marroquina por causa do esporte, do clima mais frio, dos jardins e chalés de telhados vermelhos.

Nesse dia iniciávamos o nosso retorno em direção à Europa. Um trecho de 281 km perto da costa, que acreditávamos seria o mais rápido. A opção foi seguir um caminho mais curto, pelas Montanhas do Médio Atlas, porém, encontramos um trânsito pesadíssimo, muitos ventos e uma viagem noturna muito estressante.

Um atraso do grupo e saímos após às 10h30. O trecho pequeno até Tanger foi muito enrolado. Mais uma vez, montanhas acompanhavam o belo litoral Marroquino, porém uma neblina intensa e desta vez acompanhada por muito vento atrapalhou demais a chegada ao porto.

Pela manhã, visita à charmosa cidade de Tavira para depois seguir viagem em direção a Albufeira. Tavira nasceu no Alto de Santa Maria e desenvolveu-se às margens do rio Gilão. Com atmosfera bucólica, é uma das cidade mais bonitas e bem preservadas do Algarve.

Após 270 km chegávamos novamente a Lisboa para entrega das motos. Deixamos no estacionamento e logo uma van com uma carretinha levava os “nossos” brinquedos para a BOMCAR. O hodômetro marcava 4899 km e peguei a moto com 600km rodados.

O Marrocos é um país de cultura, idiomas, aromas, gente, natureza e muita cor. Seguem algumas imagens pelas lentes de nosso companheiro de viagem João Guilherme, que expressa bem a beleza daquele país.

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