Viagem de moto pela América do Sul

Este dia foi divertido, acordei às 5h da manhã e já enfrentei chuva em Jujuy, mas ao chegar no pé da Cordilheira dos Andes, a chuva já se tornou rara.

Saí da ruta 9 e entrei na 52 para atravessar o Paso Jama. Passei por Purmamarca e visitei a cidade, mas estava muito cedo e as pessoas ainda estavam começando a acordar.

Segui em frente e passei pela Cuesta del Lipan, um trecho da estrada que sobe a Cordilheira em zigue-zague, e senti o frio que me esperava. Passei pelo Salar de Jujuy e outros pelo caminho.

Planejei abastecer em Susques correndo o risco de o posto estar fechado por ser sexta-feira santa, mas em Susques NÃO TEM POSTO. O posto é em Pastos Chico, 3 km depois de Susques. Lá eu abasteci e paguei em peso chileno.

Cheguei à aduana ao 13 horas e foi fácil passar. Mas a burocracia me incomodou, pois tinha que preencher um formulário para entrar. Foi aí, depois da fronteira, que eu passei por altitudes desafiadoras, 4.830 metros acima do nível do mar. Sei que o recorde da Ténéré 250 foi de 5,680 metros. Há 2 pontos no caminho com altitude de 4.830 metros, e já avistava picos nevados aos montes.

Passei pela Laguna Negra, um lago muito bonito com água salobra e mais salinas. Avistei o Vulcão Lincancabur que fica na divisa do Chile com a Bolívia.

Cheguei a San Pedro de Atacama às 16 horas e me hospedei no hotel CORVASCH de motoqueiros, gerenciado por uma brasileira por P$ 26.000,00 duas noites. Haviam vários brasileiros hospedados lá. Logo que me instalei saí para visitar a cidade, bem rustica por sinal, mas charmosa.

Todos ajudam e não tive problemas com o idioma.

Percorridos 465 km